Cidadelas

Socorro Mota

 

Exposição da artista Socorro Mota, na Galeria de Arte Beatriz Abi-Acl, traz ao público a temática da pobreza das moradias, da superpopulação das cidades, com suas favelas e aglomerados. 

 

A artista plástica potiguar, Socorro Mota, radicada em Brasília desde 1979, abre, na Galeria de Arte Beatriz Abi-Acl, em Belo Horizonte, a exposição de pinturas intitulada “Cidadelas” e lança o catálogo “Sentido das Cores”, uma retrospectiva de sua trajetória artística. A mostra ficará aberta ao público até o dia 30 de novembro. 

Ao longo dos últimos 15 anos a artista tem se dedicado a estudar a razão da arte para a sociedade e a forma como o seu trabalho pode contribuir para um mundo melhor. Para tanto, além de outros questionamentos, tem desenvolvido exposições individuais com temas que lembrem aos espectadores o ser humano e suas mazelas sociais, fraquezas e necessidades. Foi desse sentimento que nasceu o projeto “Cidadelas”. Em 1997, a intuição/inspiração levou a artista a preparar uma tela de pequeno porte onde “retratou” o que chamou de Cidade Grande. O efeito da obra se inseriu de tal modo em seu espírito, que ela se propôs a preparar uma exposição temática, trazendo ao público o assunto da pobreza das moradias, da superpopulação das cidades, nos centros e em suas periferias.

A execução do projeto foi muito favorecida pelo que se vê hoje em todos os recantos do País: invasões, assentamentos, amontoados de pessoas vivendo nas periferias das grandes cidades, em prédios superlotados e nas favelas que apresentam condições ínfimas de espaço, entre outros problemas. O diferencial da exposição consiste em demonstrar que, em todas as áreas deve-se tentar fazer algo para mudar. Mostrar às autoridades e à sociedade em geral a realidade dessa transformação de um modo de viver que a todos repugna.

Para ela, “o artista, sendo um observador do meio em que vive, pode, através de sua arte, passar mensagens, apoiar, discutir e, sobretudo, contestar o atual estado de coisas, neste caso específico, o problema de moradia do País, com gritantes desníveis sociais nas capitais e nas periferias”. 
 

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