O Branco é a Cor

Beatriz Abi-Acl

 

O Branco é a Cor

 

                  Junto com uma exposição inédita de aquarelas, Beatriz Abi-Acl apresenta livro que fala de sua trajetória artística.

 

Uma técnica milenar, utilizada com a maestria de quem não apenas a domina, mas, sobretudo, de quem coloca a alma no que faz. É isto que o espectador poderá ver e sentir ao visitar a exposição de aquarelas que a pintora Beatriz Abi-Acl apresenta na Agnus Dei Galeria de Arte (rua Santa Catarina, 1155, bairro de Lourdes, BH), neste mês de junho.

 

         Intitulada o “O branco é a cor”, a mostra será aberta no dia 9 de junho, às 19 horas, e poderá ser visitada até o dia 30 de junho, sempre de 9 às 18 horas e, aos sábados, de 9 às 12 horas.

 

         Nesta nova série, Beatriz Abi-Acl propôs a si mesma o desafio de escolher um tema simples, a cor mais conhecida e a técnica mais difícil. O resultado não poderia ser outro: um trabalho de encher os olhos e dar alento ao coração. Suas aquarelas aliam o aprimoramento advindo da cor utilizada na medida certa, o rigor do traço definitivo e único e a linha precisa. E nenhum meio é mais adequado para demonstrar força, certeza e precisão do que a aquarela, técnica que exige gesto certeiro e a precisão da pincelada, uma vez que não admite erros nem reparos.

 

         Sua pintura é direta, intensa. Diante do papel em branco, ela cria mentalmente a imagem que quer “transportar” para o suporte. Não há esboços nem desenhos prévios. Com tintas e pincéis nas mãos, ela vai delineando as imagens com delicadeza e precisão, conjugando refinamento técnico e beleza plástica.

 

         Nesta nova série, Beatriz Abi-Acl escolheu um tema quase que angelical, o branco, mas nem por isso deixou de fazer a sua denúncia contra a agressão à natureza. Há anos, suas obras denunciam os loteamentos desordenados, a devastação das matas, a poluição dos rios, a morte de nossas montanhas. Antenada com o que se passa no mundo, na atual fase essa indignação, embora contundente em algumas aquarelas, está denunciada de forma mais velada e sutil, talvez já vislumbrando um sinal de paz que está por vir. “Minha intenção é oferecer às pessoas um momento de encantamento e conforto, mas, também, um pouco de aflição aos conformados, como dizia John Kenneth Galbraith, um dos mais importantes economistas americanos”, afirma a pintora Beatriz Abi-Acl. Assim, com técnica primorosa, ela define, direciona e encanta o espectador.

 

         Em algumas outras obras, ela presta homenagem ao artista Rui Santana. São grandes troncos, matas densas, folhagens fortes, marca do artista falecido no ano passado. Há também, como na série anterior apresentada em 2005, intitulada “O Silêncio”, aquarelas em homenagem ao artista Arcangelo Ianelli, falecido no final de maio, em quem Beatriz sempre buscava inspiração.

 

         A exposição “O branco é a cor” compõe-se de 25 aquarelas inéditas e algumas obras de séries anteriores, o que permitirá ao espectador ter uma visão da trajetória artística da pintora. Além desse pequeno apanhado de obras passadas, Beatriz Abi-Acl estará brindando seus convidados com um livro com obras selecionadas desde 1983.

Catálogo 

Catálogo - O branco é a cor

Obras

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Abertura

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