O Pau e a Pedra

Ney Araújo

 

"O Pau e a Pedra - objetos inanimados - das matas, da terra, dos rios; desprezados, queimados, pisoteados. Pelo artista reverenciado, colhidos, transfigurados - Esculturas!”. Ney Araújo

 

 

Em 1981, o escultor Ney Araújo encontrou na natureza a matéria prima para esculpir suas obras. No município de Descoberto, na zona da Mata, onde reside, ele iniciou um trabalho de resgate de madeiras de Lei, encontradas mortas pela ação do homem ou da própria natureza. Na Mata Atlântica, ele encontrou espécies de Jacarandá, Vinhático, Canela, Braúna, Cedro, Angico, Ipês, Garapa, Canjerana, entre outras, que, com a sua intervenção artística, transformaram-se em esculturas.

Nesses 30 anos de exercício das artes plásticas, ele realizou várias exposições, tanto em Belo Horizonte, como nas cidades de Juiz de Fora, São João Del Rei, Ouro Preto, Descoberto e em São Paulo, sempre levando uma mensagem de conscientização e respeito à Natureza, pois, como ele mesmo frisou, “dela, somos 100% dependentes”.

Na exposição que realiza na Galeria de Arte Beatriz Abi-Acl (rua Santa Catarina, 11, bairro de Lourdes, Belo Horizonte), que será aberta no dia 10 de maio, ele apresenta em esculturas a resistência da Braúna e do Ipê, a beleza do Jacarandá e do Vinhático, o perfume do Cedro, da Canela e a leveza do Pau Marfim.

“São madeiras que contam história”, diz Ney Araújo. “Já foram sustentáculos de casarões, fazendas e pontes, por onde transitaram carros de bois por décadas, levando o café, o milho, o arroz, os sonhos e as esperanças das pessoas que viveram em uma época tão distante dos dias atuais. Árvores que mesmo tendo cumprido seu ciclo vital ainda têm a nos oferecer espontaneamente sua beleza e originalidade”.

Na exposição intitulada “o Pau e a Pedra”, Ney Araújo agregou às esculturas de madeira pedras encontradas também na natureza. 

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